Setor de energia no Brasil receberá investimentos

30 de outubro de 2012

Brasília – O setor de energia no Brasil receberá investimentos de R$ 1 trilhão até 2020. Desse valor, R$ 686 bilhões serão aplicados em petróleo e gás. As informações são presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Ele apresentou o Plano Decenal de Expansão de Energia 2020 na reunião do Conselho Temático de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira, 12 de julho.

Mesmo assim, a matriz energética brasileira continuará tendo forte participação de fontes renováveis. Segundo Tolmasquim, haverá uma forte expansão das energias alternativas, como eólica, pequenas centrais hidrelétricas e bioeletricidade. A participação dessas fontes na matriz energética aumentará dos atuais 8% para 16%. A energia nuclear manterá a participação de 2% e as fontes térmicas também permanecerão em 15%.

O presidente da EPE informou ainda que o Plano estima um crescimento expressivo na oferta de etanol, que deve passar dos atuais 25 bilhões de litros para 73 bilhões de litros em 2020. O consumo também aumentará na mesma proporção. Estima-se que os carros com motor flex representarão 75% da frota de veículos leves, ante os atuais 49%.

Tolmasquim disse que o Plano considera um crescimento médio de 5% para a economia brasileira nos próximos dez anos e que a expansão da oferta de energia e do sistema de transmissão será suficiente para atender à demanda. “Não há risco de apagão”, assegurou. Disse ainda que devem ser construídos 42.553 quilômetros de linhas de transmissão, que se somarão aos 99.649 mil quilômetros existentes no país.

Na avaliação do presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da CNI, José de Freitas Mascarenhas, o Plano Decenal de Expansão de Energia 2020 é positivo e mostra que o país tem planejamento de médio prazo para o setor. “Poderíamos ter o mesmo planejamento no setor de transportes”, disse Mascarenhas.

Ele destacou que o plano deve ser revisado anualmente para se adequar às reais necessidades do país. Lembrou ainda que os custos da energia no Brasil são elevados e comprometem a competitividade da indústria. Destacou ainda que o país precisa de uma política para o gás natural, que garanta previsibilidade de oferta e preços.